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Jacarandá-mimoso, em 03.10.11, em frente ao casarão 8, anunciado como futura Reitoria da UFPel. Foto: CEA.

Pela lei municipal, “as árvores de domínio público são imunes ao corte, não podendo ser derrubadas, podadas, removidas ou danificadas, salvo nos casos expressos em lei.”

E quais são esses casos? “Quando seu estado fitossanitário justificar; quando a árvore constitua, em especial na via pública, obstáculo fisicamente incontornável ao acesso de veículos e não seja possível tecnicamente outra alternativa ou; quando causar danos irreparáveis ao patrimônio público ou privado e não seja possível tecnicamente outra alternativa”. Todos com prévia anuência do órgão ambiental municipal, no caso a Secretaria Municipal de Qualidade Ambiental (SQA). Claro, também nos casos de “calamidade pública e emergência”, esses sem prévia anuência, por certo.

Então as árvores nas praças e calçadas, entre outros espaços públicos, estão protegidas pela lei e a SQA deve atuar nessa direção. É o caso do chamado Jacarandá-mimoso, uma das árvores mais belas, dizem muitos!!!!

Considerada de porte pequeno a médio, com uma floração propriamente dita exuberante, que pode ser apreciada por durante toda a primavera, perde suas folhas no inverno, e suas raízes não são agressivas.

É uma árvore de crescimento rápido e rústica, resistente à poluição urbana moderada e à maioria das enfermidades, não necessitando de manutenção (sem custo) e menos ainda de poda, aliás, como maioria absoluta das árvores, nesse último aspecto.

Assim, por todas essas características, o Jacarandá, de excelente madeira, é uma também é uma adequada opção para a arborização urbana, inclusive em calçadas!!!!

Em Pelotas/RS alguns poucos embelezam a paisagem urbana, como na Av. Brasil, no Bairro Simões Lopes e no Centro.

Contudo, apesar de belos e poucos, agora existem menos ainda. É que vários foram cortados na zona central. Alguns, no início desse mês, em frente a uma instituição de ensino, por “conflito com a calçada” (Foto abaixo). Outros, na última terça (11.10), por conflito o patrimônio histórico (Foto acima).

O patrimônio histórico que pode ser escondido por um prédio novo qualquer, ou até ser derrubado para se transformar em garagem a céu aberto, não pode (ora bolas!) ser embelezado pelo jacarandá, que, no caso já era parte integrante da paisagem, ou seja, o patrimônio histórico e o patrimônio ambiental já formavam um conjunto harmônico, não só pelo tempo que estavam juntos (décadas), mas também pelo cenário que formavam.

Não é a primeira vez, em Pelotas, que derrubam-se árvores em nome do patrimônio histórico. Recentemente a Praça central da cidade, a qual se localiza em frente ao prédio em questão, teve várias árvores arrancadas “em nome do patrimônio histórico”, bem como as árvores da calçada em frente ao prédio do imponente Grande Hotel, também defronte a Praça em questão e também um prédio tombado.

É verdade que já faz alguns anos que vozes ligadas a “cultura” defendiam a derrubada dos mimosos. Pois conseguiram. Os Jacarandás não fazem mais parte da paisagem, que, não há como negar, perdeu grande parte de sua beleza.

Ao lado, jacarandá-mimoso que ficava em frente a uma instituição de ensino. 03.10.11 Foto: CEA.

Veja fotos do testemunho da harmonia entre jacarandás e a cidade em: http://www.flickr.com/photos/manhattan104/sets/72157622728821732/detail/[

Ao lado, jacarandás em Porto Alegre/RS. Foto: Ander Vaz

 

 

 

 

 

 

 

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CENTRO DE ESTUDOS AMBIENTAIS – CEA
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1

A Poda de Árvores Urbanas janeiro, 2010

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¿POR QUÉ NO BLANQUEAR LOS TRONCOS DE LOS ÁRBOLES? janeiro, 2010

3

untitled março, 2009
2 comentários

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As árvores – Arnaldo [Poeta] Antunes abril, 2009
1 comentário

5

Técnicas de Recuperação de Matas Ciliares abril, 2010

1. Regeneração Natural:

Através da regeneração natural, as florestas apresentam capacidade de se recuperarem de distúrbios naturais ou antrópicos. Quando uma determinada área de floresta sofre um distúrbio como a abertura natural de uma clareira, um desmatamento ou um incêndio, a sucessão secundária se encarrega de promover a colonização da área aberta e conduzir a vegetação através de uma série de estádios sucessionais, caracterizados por grupos de plantas quer vão se substituindo ao longo do tempo, modificando as condições ecológicas locais até chegar a uma comunidade bem estruturada e mais estável.

A sucessão secundária depende de uma série de fatores como a presença de vegetação remanescente, o banco de sementes no solo, a rebrota de espécies arbustivo-arbóreas, a proximidade de fontes de sementes e a intensidade e a duração do distúrbio. Assim, cada área degradada apresentará uma dinâmica sucessional específica. Em áreas onde a degradação não foi intensa, e o banco de sementes próximas, a regeneração natural pode ser suficiente para a restauração florestal. Nestes casos, torna-se imprescindível eliminar o fator de degradação, ou seja, isolar a área e não praticar qualquer atividade de cultivo.

Em alguns casos, a ocorrência de espécies invasoras, principalmente gramíneas exóticas como o capim-gordura (Melinis minutiflora) e trepadeiras, pode inibir a regeneração natural das espécies arbóreas, mesmo que estejam presentes no banco de sementes ou que cheguem na área, via dispersão. Nestas situações, é recomendado uma intervenção no sentido de controlar as populações de invasoras agressivas e estimular a regeneração natural.

A regeneração natural tende a ser a forma de restauração de mata ciliar de mais baixo custo, entretanto, é normalmente um processo lento. Se o objetivo é formar uma floresta em área ciliar, num tempo relativamente curto, visando a proteção do solo e do curso d’água, determina as técnicas que acelerem a sucessão devem ser adotadas.

2. Seleção de Espécies:

As matas ciliares apresentam uma heterogeneidade florística elevada por ocuparem diferentes ambientes ao longo das margens dos rios. A grande variação de fatores ecológicos nas margens dos cursos d’água resultam em uma vegetação arbustivo-arbórea adaptada a tais variações. Via de regra, recomenda-se adotar os seguintes critérios básicos na seleção de espécies para recuperação de matas ciliares:

plantar espécies nativas com ocorrência em matas ciliares da região; plantar o maior número possível de espécies para gerar alta diversidade; utilizar combinações de espécies pioneiras de rápido crescimento junto com espécies não pioneiras (secundárias tardias e climáticas); plantar espécies atrativas à fauna; respeitar a tolerância das espécies à umidade do solo, isto é, plantar espécies adaptadas a cada condição de umidade do solo. Na escolha de espécies a serem plantadas em áreas ciliares é imprescindível levar em consideração a variação de umidade do solo nas margens dos cursos d’água. Para as áreas permanentemente encharcadas, recomenda-se espécies adaptadas a estes ambientes, como aquelas típicas de florestas de brejo. Para os diques, são indicadas espécies com capacidade de sobrevivência em condições de inundações temporárias. Já para as áreas livres de inundação, como as mais altas do terreno e as marginais ao curso d’água, porém compondo barrancos elevados, recomenda-se espécies adaptadas a solos bem drenados.

A escolha de espécies nativas regionais é importante porque tais espécies já estão adaptadas às condições ecológicas locais. Por exemplo, o plantio de uma espécie típica de matas ciliares do norte do País em uma área ciliar do sul, pode ser um fracasso por causa de problemas de adaptação climática. Além disso, no planejamento da recuperação deve-se considerar também a relação da vegetação com a fauna, que atuará como dispersora de sementes, contribuindo com a própria regeneração natural. Espécies regionais, com frutos comestíveis pela fauna, ajudarão a recuperar as funções ecológicas da floresta, inclusive na alimentação de peixes.

Recomenda-se utilizar um grande número de espécies para gerar diversidade florística, imitando, assim, uma floresta ciliar nativa. Florestas com maior diversidade apresentam maior capacidade de recuperação de possíveis distúrbios, melhor ciclagem de nutrientes, maior atratividade à fauna, maior proteção ao solo de processos erosivos e maior resistência à pragas e doenças.

Em áreas ciliares proximas a outras florestas nativas, e quando não se tem disponibilidade de mudas de muitas espécies, plantios mais homogêneos podem ser realizados. Nestas situações, deve ocorrer um enriquecimento natural da área recuperada, pela entrada de sementes vindas das florestas próximas. Entretanto, salienta-se que o aumento da diversidade nestes plantios homogêneos tende a ser muito lento, podendo ser necessários posteriores plantios de enriquecimento ou até a introdução de sementes.

A combinação de espécies de diferentes grupos ecológicos ou categorias sucessionais é extremamente importante nos projetos de recuperação. As florestas são formadas através do processo denominado de sucessão secundária, onde grupos de espécies adaptadas a condições de maior luminosidade colonizam as áreas abertas, e crescem rapidamente, fornecendo o sombreamento necessário para o estabelecimento de espécies mais tardias na sucessão. Várias classificações das espécies em grupos ecológicos têm sido propostas na literatura especializada, sendo mais empregada a classificação em quatro grupos distintos: pioneiras, secundárias iniciais, secundárias tardias e climáticas. A tolerância das espécies ao sobreamento aumenta das pioneiras e climáticas. Para facilitar o entendimento das exigências das espécies quanto aos níveis de luz, adotou-se apenas dois grupos: pioneiras e não-pioneiras. O grupo das pioneiras é representado por espécies pioneiras e secundárias iniciais, que devem ser plantadas de maneira a fornecer sombra para as espécies não pioneiras, ou seja, as secundárias tardias e as climáticas.

Fonte resumida: Recuperação de matas ciliares. Sebastião Venâncio Martins. Editora Aprenda Fácil. Viçosa – MG, 2001.

http://www.AmbienteBrasil.com.br

A Poda de Árvores Urbanas

1º Curso em Treinamento sobre Poda em Espécies Arbóreas Florestais e de Arborização Urbana
30 e 31 de outubro e 1º de novembro de 1996 – Piracicaba/SP

PROF. DR. RUDI ARNO SEITZ

Sumário
1. Introdução
2. A parte aérea da árvore
2.1. Arquitetura de copas
2.2. Aspectos biológicos da base dos galhos
2.2.1. A morfologia da base dos galhos
2.2.2. Reações das árvores à perda de galhos
2.2.3. A compartimentalização
2.2.4. A oclusão dos cortes de galhos
2.3. Técnicas de corte de galhos
2.3.1. Poda de educação
2.3.2. Poda de manutenção
2.3.3. Poda de segurança
3. As raízes
3.1. Morfologia das raízes
3.2. Funções das raízes
3.3. Corte de raízes
4. Ferramentas e equipamentos para a poda
4.1. Ferramentas básicas para a poda
4.2. Equipamentos acessórios
4.3. Equipamentos de segurança
5. Considerações finais
6. Bibliografia

1. INTRODUÇÃO

Árvores na zona urbana e poda é uma relação tão arraigada na mente das pessoas,que muitas vezes se cometem grandes erros sob a ilusão de estar realizando a prática mais
acertada. A poda de árvores é uma agressão a um organismo vivo – a árvore – que possui estrutura e funções bem definidas e alguns mecanismos e processos de defesa contra seus
inimigos naturais. Contra a poda e suas conseqüências danosas não existe defesa, a não ser a tentativa de recompor a estrutura original, definida genéticamente.
Isto no entanto não significa que a poda deva ser totalmente suprimida. Nas áreas urbanas é uma prática permanente, que visa garantir um conjunto de árvores vitais, seguras
e de aspecto visual agradável. Para a correta utilização da poda, é necessário reconhecer os tres tipos básicos de poda em árvores urbanas e utilizar a que for mais recomendada para
cada caso.

Desde a fase inicial da produção de mudas de espécies arbóreas em viveiros, até o momento em que a árvore possa desenvolver livremente seu modelo arquitetônico de copa,
utilizamos a poda de formação ou educação. Esta poda é aplicada para direcionar o desenvolvimento da copa contra a tendência natural do modelo arquitetônico da espécie,
compatibilizando assim a árvore com os espaços e equipamentos urbanos. Mesmo com a copa formada, as árvores necessitam de cuidados, com podas de
manutenção ou limpeza, que visam evitar problemas futuros com galhos secos que possam cair, e a eliminação de focos de fungos e plantas parasitas, que enfraquecem os
galhos.

Quando as podas anteriores foram executadas incorretamente, ou alterações do ambiente urbano incompatibilizam a copa das árvores com seu meio, aplica-se a poda de
segurança. A finalidade desta poda é previnir acidentes iminentes. Quanto maiores e mais velhas as árvores, mais delicadas se tornam as podas. Por
isso o arboricultor deve conhecer as regras fundamentais que regem sua atividade:
– a arquitetura da copa das árvores;
– a fisiologia da compartimentalização;
– as técnicas de poda;
– as ferramentas e equipamentos mais apropriados para cada atividade.

2. A PARTE AÉREA DA ÁRVORE


2.1 ARQUITETURA DE COPAS

A estrutura de uma árvore, suas raízes, tronco galhos e folhas, não é produto de processos aleatórios. Todas as características de porte, forma da copa, disposição de folhas e flores, já estão pré-definidos na semente, antes da germinação. Estas características estruturais são comuns aos indivíduos de uma mesma espécie, recebendo o nome de modelo arquitetônico da espécie. Em um trabalho criterioso, HALLÉ, OLDEMAN e TOMLINSON (1978), analisam os modelos arquitetônicos de muitas espécies arbóreas, e mostram que há diferenças marcantes entre as espécies neste aspecto. O conhecimento das características de cada espécie, deve ser a base para a escolha de espécies arbóreas para a arborização urbana, pois facilitará tremendamente a posterior manutenção das copas através da poda. Para entender os modelos arquitetônicos básicos, é necessário conhecer os elementos fundamentais desta arquitetura, cuja combinação levará portanto às mais diversas formas de copa. O meristema apical (gema terminal) pode ter vida indefinida ou definida. No primeiro caso, a gema crescendo indefinidamente em altura, origina troncos verticais retos (monopodiais). Quando o meristema apical tem vida limitada, este crescimento linear em altura não ocorre. Após a morte do meristema apical, desenvolvem-se meristemas laterais
(gemas das axilas das folhas) que estavam dormentes. Neste caso temos troncos simpodiais, que podem em determinadas espécies se tornar quase lineares novamente (Fig: 1A).
A diferenciação dos meristemas é outra característica que marca os modelos arquitetônicos. A maioria dos meristemas inicialmente é vegetativa, e antes de ocorrer a morte, torna-se sexual, ou seja, no início são produzidas células sem diferenciação sexual, que originam o lenho e as folhas. Por processos não bem definidos, estes meristemas passam por transformações, iniciando a geração de células sexuadas, presentes nas flores ou inflorescencias, culminando assim o crescimento do meristema. Quando um meristema vegetativo apical se transforma em sexual, automaticamente são estimulados meristemas vegetativos laterais. Exemplos existem muitos nas espécies mais comuns da arborização urbana (Tabebuia spp., Lagerstroemia spp., etc.).
. Outra característica dos meristemas é a direção do crescimento, fundamental para a definição da copa (e do tronco) das árvores. Os meristemas quando crescem para o alto, verticalmente, tem crescimento denominado ortotrópico. Em outras espécies, os meristemas crescem horizontalmente, ou obliquamente, tendo portanto crescimento plagiotrópico. Esta plagiotropia pode ser permanente ou reversível. Neste último caso, inicialmente os meristemas crescem plagiotropicamente, mas no decorrer do período vegetativo tornam-se mais ou menos eretos, dependendo do espaço disponível (p. ex.Delonix regia).

Fig 1 A – Eixo principal ortotropico, monopodial (Araucaria angustifolia); B – Eixo principal ortotropico, simpodial (Tabebuia alba); C – Eixo plagiotrópico (Delonix regia) fonte das imagens internet.

Os modelos arquitetônicos são diferenciados para cada espécie devido às suas exigências ecológicas distintas. A arquitetura da copa representa uma estratégia de ocupação de espaço no ambiente florestal, para melhor utilizá-lo de acordo com as características fisiológicas da espécie. Compreendendo isto, podemos aproveitar melhor as características arquitetônicas de cada espécie, reduzindo os custos de manutenção e melhorando a vitalidade das árvores. Se o espaço horizontal é limitado, espécies monoaxiais com eixos ortotrópicos serão a escolha mais acertada (p. ex. Cupressus sempervirens, fig. 2A). quando o espaço vertical é limitado, as espécies com eixos plagiotrópicos são mais recomendadas (p. ex. Tipuana tipu, fig 2B).

Fig 2 A – espécies monoaxiais com eixos ortotrópicos (Cupressus sempervirens); Fig 2B – espécies com eixos plagiotrópicos (Tipuana tipu) fonte das imagens internet.

A programação do crescimento das espécies arbóreas é uma característica inata poucas vezes reversível. O ipê-roxo (Tabebuia avellanedae) possui crescimento ortotrópico definido, com uma ramificação dicotômica bastante peculiar (Fig. 3ª). Mesmo assim, o crescimento vertical da copa predomina sobre o horizontal. Em outras espécies, os meristemas apicais e das gemas axilares tem padrões de crescimento distinto, resultando seu desenvolvimento em copas de arquitetura típica. O sombreiro (Terminalia catappa) possui meristema terminal de crescimento indefinido e meristemas de gemas axilares de crescimento definido. O desenvolvimento destas gemas segundo um padrão típico da espécie resulta em copas monopodiais com crescimento semelhante, tnato para o alto, quanto para os lados (Fig. 3B).

Figura 3 – Modelos de copa de ipê-roxo (Tabebuia avellanedae) e sombreiro (Terminalia catappa). A largura das setas indica as taxas de crescimento

Sempre deve ser dada atenção à possibilidade do total desdobramento do modelo arquitetônico de cada espécie. Controlar o crescimento da copa através da poda tem sentido apenas para direcionar a ocupação do espaço, nunca para delimitar o volume da copa. A restrição do desenvolvimento da copa é utilizada em algumas espécies arbóreas para obter formas de copas artísticas, com propósitos ornamentais (topiária). Esta prática exige no entanto muita atenção do podado r, com cortes freqüentes das extremidades dos ramos.

OBS: O restante do texto pode ser acessado em http://www.ipef.br/publicacoes/curso_arborizacao_urbana/cap07.pdf

¿POR QUÉ NO BLANQUEAR LOS TRONCOS DE LOS ÁRBOLES?
Maria Alice de Lourdes Bueno Sousa
Traducción realizada por Erika J. Espinosa

Históricamente, relataba Burle Marx, la pintura con encalado o el blanqueado de los troncos de los árboles, era una práctica realizada a principios del siglo XIX en los cuarteles, como una forma de dar un servicio a los soldados que no tenían que hacer. Esta se convirtió en una práctica cultural, caduca, sin ninguna finalidad o beneficio para el árbol. Ya que no pasa de ser un folklore, sin fundamento científico.

El caldo bórdeles, que también es utilizado para pintar troncos de plantas, tiene en su composición además de cal, sulfato de cobre. Éste es atizado todavía en nuestros días, en cultivos agrícolas, para el control de algunos hongos y cochinillas En ese caso, debe ser aplicado en el tronco entero y en las ramas, o debe ser rociado en la planta en algunas fases de su ciclo vegetativo.
Se debe aclarar que el blanqueado en la base del tronco no trae ningún beneficio para el árbol, por el contrario esconde su textura, su color y su tonalidad. Desde el punto de vista estético se trata de una práctica costosa e inocua, ya que rompe el aspecto natural de la vegetación, convirtiendo a los jardines, parques y arbolado de vías públicas, en objetos artificiales. Por esta misma razón las piedras naturales no deben ser pintadas.

Las personas que se encuentran mal informadas pueden confundir la pintura de los troncos con imagen de limpieza; esto no es verdad. El aspecto de un jardín bien cuidado o conservado está dado por un conjunto de prácticas de jardinería que van desde el retiro sistemático de toda la basura, el deshierbe de plantas invasoras (mala hierba) de las camas y los céspedes, desde el corte del césped hasta el desmoche de hojas y ramas secas o en mal estado. La restauración de los pisos, conservación de muebles y el reparo del equipo existente, permite mantener el aspecto limpio y el buen estado tan deseable en la conservación de jardines y parques, ósea las áreas verdes.

El blanqueo de los troncos también debe ser condenado debido a que es costoso, utiliza cal, fijadores y mucha mano de obra, que podría llevar a cabo otra práctica cultural que sea realmente necesaria. Su efecto dura poco, de dos a tres semanas, después de algunas lluvias, la pintura drena, se mancha y ensucia. Es importante destacar que para de plantas jóvenes la cal es tóxica.
El color, aspecto, textura y las estructuras externas de los troncos, que se observan es por la presencia del follaje, la floración y el fructificación, que además de ser elementos decorativos de los árboles y de otras plantas, son características que muchas veces, permiten la identificación y la clasificación de estas.

¿Quién no conoce la belleza del tronco liso y exfoliante, que da un aspecto de mármol blanqueado al “pau-de-ferro” (pallo-de-hierro), Caesalpinia ferrea Mart. Ex Tul. var. leiostachyia Benth.; que es una especie nativa del Mata Atlántica? (Figura1) ¿Y el tronco, también mármol izado de un jabuticabeira (Myrciaria cauliflora (DC.)
Berg), una myrtácea de frutos tan sabrosos que nacen sobre él? (Figura 2)


Figura1: “Pau-de-ferro” (palo-de-hierro), Caesalpinia ferrea Mart. Ex Tul. var. leiostachyia Benth. Fuente internet.

Figura 2: “Jabuticabeira” Myrciaria cauliflora (DC.) Berg. Fuente internet.

¿Y el tronco del palo-caimán (Piptadenia gonoacantha (Mart) Macbr.), (Figura 3), de colorido verdoso y textura de cáscara, con prominencias curiosas parecidas a la piel de ese reptil?

Figura 3: “ Pau-jacaré” (palo-caimán), Piptadenia gonoacantha (Mart) Macbr. Fuente internet.

O el colorido verde-bronceado y brillante del tronco rectilíneo del palo-mulato (Calycophyllum spruceanum Benth.), árbol nativo de la Amazona (Región Amazónica), que hoy en día es muy utilizado en el paisajismo.( Figura 4)

Figura 4: ”Pau-mulato” (palo-mulato), Calycophyllum spruceanum Benth. Fuente internet

Existen también, los troncos de plátano (Platanus occidentalis) y “angicos” (Anadenanthera sp), respectivamente, manchados o coloreados que deben ser mostrados y admirados. Y también, el “resedá”, Lagerstroemia indica L, figura 5; árbol exótico de tamaño bajo, plantado de norte a sur en Brasil en la arborización urbana, cuyos troncos son mármol izados. ¡Son muchos los ejemplos!

Figura 5: ”Resedá” (Lagerstroemia indica L.); Botucatu-SP; Brasil, septiembre de 2005.

El tallo de las palmas nativas del Brasil o exóticas, utilizadas en el paisajismo, y que caracterizan la vegetación tropical brasileña, tienen aspectos variados, como: la forma anular del “coco-de-bahia” (Cocos nucifera L.),figura o con cicatrices en las partes restantes de los pecíolos (Butia capitata (Mart.) Becc), o la cobertura en la base de las hojas, dispuestas helicoidalmente, del “carnaúba” (Copernica prunifera (Miller) H. E.
Moore) y, todavía los troncos múltiples, decorativos, verdes, rectilíneos, con nudos y entrenudos destacados como el bambú de la Areca triandra Roxb.
Y también, el tronco solitario y elegante de la “seafórcia” (Archontophoenix alexandre (F. Muell.)H. Wendl. & Drude), majestuosa con sus 20 m de altura, y de forma anular en toda su extensión, con el palmito vistoso, denso y verde claro, que si se encalara perdería la naturalidad. Lo mismo sucede con la Caryota urens L., “palmeira-rabo-depeixe” (palma-cola-de-pescado), igualmente exótica, muy utilizada en la vegetación urbana, cuyo tronco es único con una altura de hasta 20m, de forma anular.
Finalmente, como de triste quedaría la figura, de la más noble palma cultivada en Brasil, Roystonea oleraceae (Jacq.) O. F. Cook., “palmeira-imperial” (la palma imperial), figura 6, cuyo tronco columnar blanqueado alcanza hasta 40 m de altura, y está levemente dilatado en la base. Esta palma alta y elegante, con la base encalada
perdería su majestuosidad.

Figura 6: “Palmeira-imperial” (palma imperial), Roystonea oleraceae (Jacq.) O. F. Cook.

Sin el efecto curativo o protector, se debe dejar la base del tronco de los árboles sin el blanqueo, permitiendo que muestren el esplendor de su belleza natural.
Bibliografía consultada
LORENZI, H. Árvores Brasileiras. Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas
Nativas do Brasil. Nova Odessa: Editora Plantarum,1992. 351p.
LORENZI, H. Árvores Brasileiras. Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas
Nativas do Brasil. Vol. 02. Nova Odessa: Editora Plantarum, 1998. 368p.
LORENZI, H., Souza, H.M., Costa,J. T. M., Ferreira, E. Palmeiras Brasileiras e exóticas
cultivadas. Vol. 02. Nova Odessa: Editora Plantarum,2004. 416p.
* Texto tomado y expandido del artículo publicado en el Boletín Informativo de la Sociedad Brasileña de
Arborizaçión Urbana, Año III, n.2-julio de 5, Botucatu-SP, Brasil.
** Ingeniera Agrónoma, realizó su Maestría en Fitotecnia y su Doctorado en Agronomía; es Lible
Docente en Paisajismo y Floricultura; Profesora adjunta de la Facultad de Ciencias
Agronómicas/UNESP – Universidade Estadual Paulista, Botucatu, SP (1970-1997), Fue Presidenta
de la Sociedad Brasileña de Arborización Urbana (1994-1996); y Presidenta del Capítulo Brasileño
de la Sociedad Internacional de Arboricultura” (1995-1997).

Disponível no endereço abaixo:

http://www.isahispana.com/treecare/resources/no_blanquear.pdf disponível em: http://www.edinburgh.ceh.ac.uk/geneo/images/bigmahogany.jpg

Maria-preta (Dyospiros inconstans Jacq. Ebenaceae)
As árvores são fáceis de achar
Ficam plantadas no chão
Mamam do sol pelas folhas
E pela terra
Também bebem água
Cantam no vento
E recebem a chuva de galhos abertos
Há as que dão frutas
E as que dão frutos
As de copa larga
E as que habitam esquilos
As que chovem depois da chuva
As cabeludas, as mais jovens mudas
As árvores ficam paradas
Uma a uma enfileiradas
Na alameda
Crescem pra cima como as pessoas
Mas nunca se deitam
O céu aceitam
Crescem como as pessoas
Mas não são soltas nos passos
São maiores, mas
Ocupam menos espaço
Árvore da vida
Árvore querida
Perdão pelo coração
Que eu desenhei em você
Com o nome do meu amor.